Paris, Cidade Luz

Por Alexandre Costa

Paris é mais do que uma cidade: é o lar espiritual de todas as pessoas que amam a arte e a cultura. Como um imã, a capital da França atraiu por séculos a nata dos pintores, escritores, escultores, músicos, arquitetos, filósofos, pensadores, inventores e artistas do planeta. O resultado disso pode ser sentido, quase tocado, em cada canto deste lugar que não poderia ser mais bonito e icônico. Em Paris até as poças d’água que cobrem as ruas depois de uma chuva ganham ares de obra de arte…

O povoamento que deu origem à cidade de Paris surgiu no século III a.C., com uma tribo de gauleses celtas de nome Parisii, na Île de la Cité (localizada no meio do Rio Sena e endereço da Catedral de Notre Dame). No início do século VI a cidade já se tornava sede do reino dos francos e só viu sua influência crescer desde então, protagonizando eventos que marcaram a história da humanidade como a revolta de 14 de Julho de 1789 que deflagou a Revolução Francesa.

Torre desfile
Desfile aéreo de 14 de Julho – Foto de Genésio Zandonadi Jr.

Sendo uma cidade tão repleta de atrações, qualquer pessoa que visite Paris têm de ter uma coisa em mente: é impossível conhecer tudo o que ela oferece, seja em quatro dias, seja em uma semana, seja em um mês.

Talvez Paris seja a cidade onde você mais vai perder atrações imperdíveis. O jeito é aceitar esse fato, aproveitar ao máximo os pontos turísticos que escolheu e torcer para voltar um dia…

Tendo isso em mente, a dica é fazer a lista do que você considera mais importante conhecer na capital da França: a Torre Eiffel, a Catedral de Notre Dame, o Arco do Triunfo, a Avenida Champs-Élisée, o Rio Sena, o Louvre, o Jardim das Tulherias, o Jardim de Luxemburgo, o Orsay, a Sainte-Chapelle, o passeio para Versalhes…

Para se deslocar pela cidade, nada substitui a dobradinha metrô/caminhada. Não é tão simples destrinchar o intrincado mapa do vasto metrô de Paris, com suas inúmeras baldeações, mas depois que você se acostuma não tem segredo. Se quiser treinar, confira o desafio neste link.

Boulevart Saint-Germain
Vista do Boulevard Saint-Germain

Não faltam opções de hospedagem na cidade, para todos os gostos e bolsos: eu fiquei hospedado com minha esposa no simples e muitíssimo bem localizado Hôtel du Commerce, no 5º arrondissement (distrito), ao lado do Boulevard Saint-Germain – quarto individual com banheiro compartilhado na faixa dos 70 euros por dia. É possível conseguir valores melhores em hotéis menos centralizados ou no entorno do município de Paris, mas ainda acessíveis pelo metrô. Aí vai da preferência de cada um.

Meu conselho? Na medida do possível, dê preferência à localização em detrimento (na medida do possível) às comodidades do hotel. Um banheiro privativo não substitui o prazer de estar num bairro charmoso da capital francesa…

A gastronomia é uma das marcas de Paris, mas não espere por pechinchas. A dica, como sempre em relação a restaurantes em cidades que você não conhece, é pesquisar bastante (o Tripadvisor pode ser muito útil nessa hora) e ouvir as indicações de amigos ou da equipe do hotel onde você se hospedar. Se você quer economizar, a dica (que vale para todos os destinos) é se deliciar com queijos, embutidos e outras maravilhas nos mercados locais.

Com tanto para se conhecer em Paris, é preciso planejamento e disposição. Confira dicas sobre (alguns) dos principais destinos da capital francesa:

Torre Eiffel

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Torre Eiffel vista a partir da praça do Trocadero

Em primeiro lugar nas atrações imperdíveis de Paris, é claro, reina absoluta a Torre Eiffel – possivelmente o monumento mais fotografado do planeta. Construída por Gustave Eiffel em 1889, para horror da sociedade parisiense (que a considerava feia e em desarranjo com a arquitetura da cidade), a torre só não foi posta abaixo anos depois por se mostrar excelente como antena de rádio. Entretanto, com o tempo aquele monstro de metal cativou não só os franceses, mas turistas do mundo todo, tornando-se o principal símbolo da cidade e do país.

Para quem vai chegar de transporte público, a dica é descer na estação Trocadero do metrô. De lá, você terá a tradicional imagem da torre com seus jardins ao fundo.

Os turistas que gostam de vistas panorâmicas (e não têm medo de altura) têm a obrigação de subir a Torre Eiffel. Se suas pernas e fôlego permitirem, suba de escada. Sim, você pode subir com suas próprias forças até o segundo nível da Torre – de lá até o topo, só de elevador mesmo. Além da sensação de estar dentro das entranhas do monumento, da evolução da paisagem passo-a-passo e da fila muito menor do que a enfrentada para quem vai de elevador desde a base, você ainda vai economizar incríveis quatro euros!!!

Torre filas
Filas da torre na baixa temporada…

Só para esclarecer, a subida tem mais de 700 degraus, portanto tenha consciência de sua condição física para não transformar o passeio em uma tortura..

Quem vai subir a torre pelas escadas não têm a opção de comprar os ingressos online. Para quem prefere o conforto dos elevadores, a reserva antecipada pode ser feita pelo site oficial. Seja organizado e escape pelo menos da fila da bilheteria…

As paisagens de Paris, vistas da Torre Eiffel, são fantásticas – aproveite especialmente as vistas do segundo nível, onde o aperto é menor e fica mais fácil localizar monumentos como a Catedral de Notre Dame, o Arco do Triunfo e o Louvre. É impossível não sentir vertigens quando o elevador vai se aproximando do topo do terceiro nível (que parece nunca chegar). Assim como é incrível conhecer, no alto dos 324 metros da torre, a pequena sala montada por Gustave Eiffel para receber os amigos em jantares surreais.

Torre topo.jpg
Campo de Marte e, ao fundo, a inexplicável Torre Montparnasse

A Torre Eiffel é belíssima a qualquer hora, portanto faça uma visita a ela também após anoitecer. Passeie pelos jardins em seu entorno e curta as apresentações de artistas de rua tanto no gramado quanto nas escadarias do Trocadero. É cultura gratuita com o melhor cenário de fundo do mundo…

Ah, última dica: os turistas com orçamento maior têm a opção de comer no restaurante localizado no primeiro nível da torre (o 58 Tour Eiffel), ou beber champagne no topo do monumento…

 

Notre Dame

A mais importante catedral da França, lar do famoso corcunda de Victor Hugo, de gárgulas horrendos e de multidões de turistas. Notre Dame está localizada na Île de la Cité, onde surgiu o povoado que deu origem a Paris. É o coração da cidade e do país (diante da igreja está o marco zero das estradas da França), sendo destino obrigatório para qualquer pessoa que visite a capital francesa – e, ainda por cima, tem entrada gratuita.

A igreja em estilo gótico teve sua construção iniciada em 1163 e foi concluída em menos de duzentos anos, uma proeza para a época e representação clara do poder e riqueza da França. Se ainda hoje, em pleno século XXI, essa obra-prima maravilha os visitantes, é incrível imaginar que já em 1345 a imponente catedral reinava absoluta na paisagem de Paris.

A Catedral de Notre Dame merece uma visita detalhada: seu interior é belíssimo (com destaque para as três espetaculares rosáceas, a maior delas com 10 metros de diâmetro), assim como seu entorno – de todos os ângulos se descortina uma imagem diferente. Além disso, é possível subir as torres da igreja (outro passeio imperdível para quem gosta de mirantes e tem disposição nas pernas para vencer seus 422 degraus espiralados). A subida é paga.

 

Passeios pelo Sena

Rio Sena margem
Rio Sena com Grand Palais ao fundo

O Rio Sena divide Paris em duas: a Rive Gauche, ou margem esquerda, é a região sul da cidade. Aqui estão localizados a Torre Eiffel, o Boulevart Sain-Germain, a Sorbonne, os Jardins de Luxemburgo, o Quartier Latin, o Panteão, os museus Orsay e Rodin, o Hospital dos Inválidos. Essa é a região da Paris historicamente ligada à boemia, aos cafés, filósofos, estudantes e cultura. Já na margem direita (Rive Droite), identificada com elegância e sofisticação, estão o Arco do Triunfo, o Louvre, a Champs Elysse, o Jardim das Tulherias, a Igreja de Sacré-Coeur e a região de MontMartre.

Para quem gosta de caminhar (ou mesmo para os mais preguiçosos), é indicadíssimo fazer um passeio pela margem esquerda do Sena, partindo da região da Catedral de Notre Dame e seguindo até a Torre Eiffel.

São pouco menos de cinco quilômetros, mas você vai passar por diversos pontos turísticos, paisagens belíssimas, palácios incríveis e pontes monumentais (destaque para a Alexandre III). É uma bela chance para sonhar sobre como seria a vida se você fosse parisiense. Ah, e o único gasto é o da sola do tênis!rs

Rio Sena barco
Parte da Ponte Alexandre III

Além de caminhar livremente pela margem, outra atração imperdível de Paris é o passeio de barco (bateau mouche) pelo Sena. Pode parecer armadilha para turista, mas é realmente muito legal flutuar pelo rio tendo ao lado paisagens como a Torre Eiffel, o Louvre e a Catedral Notre Dame. A empresa mais tradicional a fazer o passeio, partindo ao lado da Torre, é a Bateaux Parisiens: é possível reservar o ticket pela internet, definindo apenas o dia do passeio – o horário é livre, dependendo da disponibilidade de cada partida.

Uma dica é comprar o ticket o mais perto possível da data do passeio, de olho na previsão do tempo – a diferença entre um cruzeiro pelo Sena em um dia com sol e céu azul ou num dia chuvoso é grande…

 

Museus

Museu Orsay
Museu Orsay, a casa dos impressionistas

Paris é provavelmente a capital cultural do nosso pequeno planeta. Dito isso, é absolutamente impossível conhecer todos os museus que a cidade oferece. Nem adianta tentar. Apenas entre os principais, temos o Louvre, o Orsay, o Rodin, o Centre Pompidou, o Picasso…

A dica aqui é seguir seu gosto pessoal e não se render à ideia de que você TEM de ir neste ou naquele lugar, especialmente se você está com um cronograma curto. De nada adianta dizer que conheceu cinco museus, se você teve de passar correndo por todos e não curtiu nenhum.

Museu Louvre
Louvre possui um acervo vasto

O maior e mais monumental dos museus de Paris (e do mundo) é o Louvre. Reserve no mínimo uma manhã ou tarde para conhecer uma pequena parte de seu acervo imenso, sem esquecer de se espremer com a multidão para ter um vislumbre da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci – a pintura mais famosa do mundo chama a atenção pela beleza e também pelo surpreendente pequeno tamanho. Também aprecie o acervo de arte da antiguidade, com destaque para a Vênus de Milo e os artefatos do antigo Egito.

 

E falando em gosto (que não se discute), se eu tivesse de escolher apenas um museu de Paris para conhecer, ele seria o Orsay. Lar de algumas das maiores obras dos impressionistas, ele parece um minimuseu quando comparado ao imenso Louvre, mas é fenomenal tanto em sua beleza arquitetônica (o museu ocupa o espaço de uma antiga estação de trem) quanto por seu acervo, repleto de obras de mestres como Monet, Renoir, Van Gogh, Manet, Cézanne, Gauguin, Degas, Toulouse-Lautrec. Imperdível.

Noite Estrelada Van Gogh
Noite Estrelada sobre o Rhone, de Van Gogh, exibida no Orsay

Outro museu que agrada dez entre dez visitantes em Paris é o Rodin, com suas esculturas que enfeitam suas galerias e seu belo jardim. Localizado num magnífico palacete projetado pelo arquiteto Jean Aubert, famoso pelo Château de Chantilly, o museu é por si só uma obra de arte e merece a visita.

O Centro Pompidou, que abriga o Museu Nacional de Arte Moderna, é indicado para quem se interessa por arte moderna e contemporânea. Além do acervo com os principais artistas de movimentos como o surrealismo, cubismo e arte pop, o próprio centro surpreende os visitantes com seu visual de plataforma de petróleo.

Quando for visitar os grandes museus da Europa, sempre compre antes os ingressos online. Por uma taxa extra de um ou dois euros, você vai evitar a perda de horas preciosas nas filas das bilheterias…

 

Áreas verdes e boulevares

Áreas verdes
Place des Vosges, uma das tantas praças de Paris

Na comparação com algumas de nossas grandes cidades, que mais parecem selvas de concreto cercadas de cinza por todos os lados, Paris é um oásis de áreas verdes. Praças, jardins e parques muito bem cuidados, além de ruas, avenidas e boulevares arborizados pontuam a cidade, numa bela sintonia com a arquitetura de prédios baixos e cheios de charme.

Jardim de Luxemburgo
Jardim de Luxemburgo

Não deixe de conhecer o belíssimo Jardim de Luxemburgo, no 6º arrondissement. O parque abriga um pequeno lago, o Palácio de Luxemburgo (sede do Senado da França), flores, esculturas e fontes – com destaque para a belíssima Fonte Médici. Um ótimo lugar para um piquenique, muito frequentado por parisienses nos fins de semana de tempo bom. Aproveite que está na região e passeie pelo mais famoso dos boulevares do mundo: o Boulevard Saint-Germain, que abriga em sua extensão e ruas do entorno uma síntese de Paris com seus cafés, bistrôs e pequenas boutiques (aqui o termo se emprega bem) que exalam bom gosto seja vendendo roupas, seja vendendo pães ou chocolates.

Outra área verde a atrair atenção em Paris é o Jardim das Tulherias, na região do Louvre. Este parque amplo (mas menos charmoso que o de Luxemburgo) pode ser seu ponto de chegada em uma caminhada pela avenida Champs-Élysées, com início no Arco do Triunfo – a distância é de pouco mais de dois quilômetros e, boa notícia, é uma pequena descida. De quebra você vai passar pela Praça da Concórdia e seu obelisco egípcio de granito rosa de 3.300 anos! Do outro lado do Sena fica o Palais Bourbon, sede da Assembleia Nacional.

Praça da Concórdia.jpg
Vista da Pç. da Concórdia e Assembleia Nacional, a partir da Sta. M. Madalena

Se tiver disposição, antes de entrar nas Tulherias vire à esquerda na Praça da Concórdia e siga pela Rua Royale por cinco minutos até a bela Igreja de Santa Maria Madalena. Depois de conhecer o interior em mármore e madeira folheada a ouro desta construção em estilo templo grego, passe na tradicionalíssima confeitaria Ladurée para experimentar seus famosos macarons (aquelas bolachinhas coloridas que fazem a cabeça dos fãs de doces – o que não é o meu caso). Não é barato, mas com dez euros você pode escolher alguns poucos sabores para matar a curiosidade: minha esposa adorou e indica. Já quem está com o bolso mais recheado pode fazer estrago na confeitaria, que tem mesinhas e serve café e outras especialidades.

 

Arco do Triunfo e Avenida Champs-Élysées

Arco do Triunfo noite
Arco do Triunfo

Um dos ícones de Paris, o Arco do Triunfo celebra as glórias do exército francês. Ele foi encomendado por Napoleão Bonaparte em 1806 para marcar as vitórias dos enfants de la patrie nas batalhas contra grande parte das monarquias da Europa no período pós-revolução de 1789. Localizado na Place de l’Étoile (Praça da Estrela), o arco está no centro de uma grande rotatória que une nada menos que 12 avenidas parisienses.

Nem tente chegar ao monumento pela rua: o único jeito de acessá-lo é por uma passagem subterrânea que tem entrada no lado par da Avenida Champs-Élysées.

Você pode subir o Arco, que tem 50 metros de altura, para observar as belas vistas da região. Diante do monumento está localizado o túmulo do soldado desconhecido, que abriga o corpo de um francês morto na Primeira Guerra Mundial, e também a chama memorial em homenagem aos franceses que tombaram nos diversos campos de batalha da sangrenta história da nação.

Champs-Elysee
Champs-Élysées com Arco do Triunfo ao fundo

Entre as avenidas que partem do Arco do Triunfo as mais importantes são a Foch, que abriga as nada humildes residências (ou casas e apartamentos de férias) de milionários de todo o planeta, e a famosíssima (e extremamente turística) Champs-Élysées. Dizem os pedantes e elitistas que a avenida perdeu muito do seu charme graças a nós, os turistas, e deve ser verdade: qualquer lugar que tenha um McDonalds perde pontos no quesito originalidade. Mas, mesmo assim, ela ainda vale o passeio.

Em seus pouco mais de dois quilômetros de extensão até a Praça da Concórdia (com direito a uma leve descida), a arborizada avenida apresenta aos visitantes lojas, restaurantes, casas de espetáculo, palácios e muitas áreas verdes.

 

Sainte-Chapelle

A Sainte-Chapelle, localizada dentro dos limites do Palácio da Justiça, na Île de la Cité, é provavelmente a melhor ‘pequena atração’ de Paris. Assim como o nome já diz (e eu não havia reparado), trata-se de uma capela – minúscula, se comparada à grandiosa Catedral de Notre Dame. Mas se falta tamanho, sobra beleza e personalidade a esta joia de Paris, concluída em 1248!

Chega-se à capela por uma escada estreita e é impossível não ficar de queixo caído ao chegar a seu salão, magistralmente adornado por vitrais coloridos. Eu visitei a Sainte-Chapelle num dia nublado e o impacto já foi grande, mas, se você tiver a chance, conheça a capela num dia de sol – dizem que o efeito das luzes é fantástico, e não duvido.

A capela, além de pequena, conta com um forte esquema de segurança para ser acessada, inclusive com detectores de metal. Isso faz com que a fila demore a andar, mas não perca a coragem: a espera vale a pena.

Ao lado da Sainte-Chapelle fica o Conciergerie, antigo palácio real transformado em prisão no período do Terror (1793-1794) da Revolução Francesa. O local abrigava os presos julgados pelo Tribunal Revolucionário – muitos deles, como a rainha Maria Antonieta, acabaram guilhotinados (uma réplica de sua cela pode ser visitada). O Conciergerie também possui o maior salão medieval em estilo gótico da Europa, a Salle des Gens d’Armes.

Os visitantes podem comprar o ingresso combinado para a Sainte-Chapelle e o Conciergerie.

 

Montmartre e Basílica du Sacré Coeur

Sacre Coeur
Basílica du Sacré Coeur

O bairro de Montmartre está localizado no ponto mais alto da capital francesa e deve seu nome à junção das palavras monte e mártir. No caso, o mártir da lenda é Saint Denis, que teria sido decapitado no local por volta do ano 250 e vagou, sem cabeça, até a vila a norte de Paris que hoje leva seu nome. O ponto alto (literalmente) do bairro é a Basílica du Sacré Coeur (Sagrado Coração), que teve sua construção iniciada em 1873 e concluída em 1919. Mais do que a beleza da igreja, de estilo um pouco duvidoso, o destaque por lá são os jardins e escadarias com vistas privilegiadas para Paris.

Bem perto da basílica fica a Place du Tertre, provavelmente a praça mais turística de Paris. Cercada por cafés e restaurantes, a praça conta com dezenas de artistas de ruas e caricaturistas brigando pela atenção (e euros) dos incontáveis turistas.

Lar de artistas e boêmios na virada do século XIX para o XX, Montmartre continua com uma atmosfera diferente do restante da cidade e voltou aos ‘holofotes’ no começo desde século graças ao sucesso de dois filmes que se passam no bairro: Moulin Rouge e, principalmente, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (filme imperdível, por sinal. Assista antes de ir para a capital francesa e embarque no romantismo da personagem principal da história).

Amelie
Dificilmente a própria Amélie vai estar no café…

E falando em Amélie Poulain, o café onde a personagem trabalha no filme funciona normalmente (e está sempre repleto de turistas): chamado Café Des 2 Moulins, ele fica na  Rua Lepic, 15, e só vale a visita se você for um fã do filme, pois os preços não são convidativos.

E já que você está no clima da sétima arte, a poucos metros do café está o tradicional cabaré Moulin Rouge. Mesmo que você não vá assistir a um show de cancan, o tradicional moinho vermelho de sua fachada merece uma foto…

 

 

 

 

 

 

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