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Sou jornalista por formação e viajante por vocação. Por muita sorte, encontrei em minha esposa, Regina, a companheira perfeita para descobrir as belezas do mundo, de pouquinho em pouquinho. Basicamente, quando não estamos viajando, estamos planejando as próximas viagens – e com certeza, se pudéssemos ($$$), passaríamos muito mais tempo com o pé na estrada.

Bolívia 02

A ideia de montar esse site surgiu de conversas com amigos sobre o planejamento de viagens de férias. Muitas pessoas não têm tempo ou paciência para essa fase de pesquisar destinos, definir quais cidades e atrações visitar, caçar bons preços para hospedagens, avaliar a vantagem de alugar um carro, fazer longos deslocamentos de avião, ônibus ou trem. Eu, por outro lado, me divirto muito com esse ‘trabalho’ pré-diversão: na verdade, sinto que minhas viagens começam realmente no momento em que abro um mapa ou guia turístico e passo a pesquisar para onde ir – é como se voltasse a ser criança e vivenciasse aquela expectativa de véspera de Natal, esperando para abrir os presentes e começar a brincar.

Viajar, conhecer novas paisagens, cidades, países, culturas, é uma das coisas que dão sentido às nossas vidas. Viajar é a resposta à curiosidade de saber o que tem depois daquela esquina, atrás daquele morro, dentro daquelas muralhas. Viajar é o que nos permite vivenciar outras realidades, outras visões de mundo, outras possibilidades de cotidiano. Viajar, mais do que nos revelar o outro, torna possível reexaminar nossa própria história, o que somos e o que poderíamos ter sido.

Não me importo de usar o mesmo tênis até furar, a mesma roupa até rasgar, o mesmo carro até as peças começarem a cair na estrada (perdão pelo exagero). Também não me interesso por compras quando viajo – por isso aqui você não verá muitas dicas sobre isso. Por outro lado, valorizo muito a oportunidade que o momento histórico atual oferece à nossa geração: a possibilidade de poder pegar um avião para uma capital européia e pisar no milenar Coliseu, subir a icônica Torre Eiffel, passear por cidades medievais, visitar museus com obras de arte e relíquias do mundo todo. Aliás, por um valor ainda menor podemos conhecer as paisagens deslumbrantes da América Latina e lugares míticos como Machu Picchu ou Palenque.

Carcassone 01Não precisamos voltar muito no tempo para perceber como vivemos a era de ouro para os viajantes: há 50 anos, apenas brasileiros muito ricos (ou marinheiros) teriam a chance de conhecer mais do que um punhado de países ou cidades durante toda a vida. Há 100 anos, mesmo sendo rico você levaria duas semanas para chegar à Europa de navio.  No século anterior, a perigosa viagem (em veleiros) levaria mais de um mês. Já nos tempos de Marco Polo, chegar aos confins da Ásia partindo de Veneza exigiu mais de uma década. O mundo agora está diante de nós, mesmo que não tenhamos os bolsos tão cheios. Vamos aproveitar!

Alexandre Costa